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A RETOMADA NA ITÁLIA

Foto de Cris Piloto, 17/05/2020

Em toda a Itália, a quarentena foi absoluta, muito rigorosa por mais ou menos 70 dias. Além disso, em cada região algumas medidas foram ainda diferente, com mais rigidez em alguns casos. Aqui no Vêneto, chegamos a ficar apenas com supermercados e farmácias abertas. Para circular nas ruas, era preciso preencher um documento chamado “auto-certificação” e mesmo assim os motivos para saída eram poucos: trabalho, hospital, compras (1 pessoa por família) ou farmácia.  As ruas ficaram desertas. Nem cozinhas de restaurantes nem delivery de NADA. Chegamos ao ponto de só poder sair de casa no raio de 200m de onde moramos. Foi tenso, foi intenso.
Aprendemos a olhar para nossas casas como nosso refúgio, a preencher o tempo, a fazer novas conexões e a confiar nas medidas adotadas. Sentimos muitas coisas, a cada semana, dia, hora vinham novas medidas, novos fechamentos…

Foto de Cris Piloto, 17/05/2020

Confira aqui as fotos que eu fiz no último dia da quarentena em Veneza, antes do comércio reabrir.

Depois de muitos dias de pico, de números assustadores, de notícias tristes que pareciam sem fim, a retomada começa no meio da primavera. Aos poucos o comércio foi abrindo em esquema de dias alternados, de negócios considerados mais essenciais e nessa semana finalmente muitos outros negócios passaram a abrir, incluindo os restaurantes e bares.

Foto de Cris Piloto, 17/05/2020

Tudo ainda com muita cautela, com medidas de segurança como o distanciamento, as máscaras, luvas e higienizantes. Ainda falta muita coisa. O tal plano da retomada vai até setembro, quando as escolas deverão voltar no novo ano letivo. Eventos internacionais como a bienal da Arquitetura ficou para 2021, empurrando ainda a das Artes para 2022. Dizem que as fronteiras reabrirão em junho, mas não vemos movimento comercial de venda de passagens, nos resta esperar e acreditar.

Foto de Cris Piloto, 17/05/2020

É o jeito, é o novo jeito…
Aos poucos, criamos novos métodos de vida, novas formas de nos movimentar, de nos relacionar, juntamos forças pra acreditar que dias melhores virão e que ‘vai dar tudo certo’.
Eu não sei se tudo isso é o tal do novo ‘normal’ começando por aqui, mas sei que tem muito da quarentena em nossas vidas e muito das nossas vidas na quarentena.

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