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CAMINHOS DO BORDADO

Aprendi a bordar ponto de cruz com meu pai, que encontrou esse recurso para que a minha mente de criança ficasse concentrada numa atividade. Era um tecido pequeno e os “X”, graúdos, marcados a lápis, formando as iniciais do meu nome. Minha mãe agradeceu pela atividade que me aquietou e precedeu monogramas para a família toda…

O bordado, como diversas atividades manuais, é terapêutico. Enquanto linha e agulha traçam caminhos por sobre o tecido, compondo imagens, a psique se organiza, encontra rumos, define limites, avança e volta, desenhando a superfície e revelando o avesso.

A agulha marca o ponto, o fio traça a linha, a técnica define a textura e as cores exprimem os matizes. Dimensões da expressão de bordar, traduzindo a intuição, o pensamento, a sensação e o sentimento, na inspiração junguiana dos tipos psicológicos.

Surgido na pré-história, para unir em pontos de cruz as peles dos animais e formar as vestes dos seres humanos ancestrais, o bordado evoluiu e foi aprimorado em técnicas, recursos, criatividade e valores artísticos e culturais. No entanto, sua função primordial de unir não se perdeu, pois que sua prática pode representar um canal entre as polaridades do inconsciente (nosso avesso) e da consciência (nossa superfície), no contínuo processo de autoconhecimento.

Bordado feito pela Sônia proposto no grupo de estudos da Marise Piloto

 

Início do bordado da Sônia

 

Veja aqui uma sugestão de como fazer um bastidor em casa para bordado:

3 respostas

  1. Oi Sônia, mais uma coisa que temos em comum: eu tbm aprendi a bordar pelo ponto de cruz e fiz todo o enxoval da minha filha! Adorei o seu texto e o seu bordado, lindas escolhas das palavras e das cores. Parabéns por se expressar tão bem e seja sempre bem-vinda aqui, nesse espaço livre para quem tiver boas ideias para compartilhar! Um beijo com carinho

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